Floripa Fashion Donna DC abre espaço para grifes apresentarem outono-inverno (matéria).

Ainda falando de semana de moda, desde o último dia 11 até o próximo dia 15, acontece em Santa Catarina a 10ª edição do Floripa Fashion Donna DC, que acontece no shopping CentroSul e é realizado pelo jornal “Diário Catarinense” do grupo RBS. O evento abre espaço para marcas de abrangência nacional, que não estão nos grandes eventos do eixo Rio-São Paulo, estilistas locais e novos talentos das faculdades do Sul apresentar suas propostas de moda.

Na sua 10ª edição, o evento discute o conceito de surf fashion defendido pelo antropólogo americano Ted Polhemus em que as pessoas “surfam pelos estilos” caindo por terra à idéia de ditadura da moda. O tema proposto foi “moda sem controle”.

Na passarela estarão 24 grifes catarinenses e nacionais, além do jovens estilistas do Projeto Wake Up Fashion (a versão catarinense do tradicional concurso de novos talentos – são três selecionados) que recebem prêmio em dinheiro, tecido e infra-estrutura para desfilar. Além disso, um júri elege os melhores alunos formandos do curso de moda da Universidade Estadual de Santa Catarina para desfilar no evento.

“Santa Catarina está deixando para trás o posicionamento de Estado apenas produtor de matéria-prima para ser produtor de design”, observa o gerente de Comercialização, Marcelo Dalla Martha.

Sobre o posicionamento do Floria Fashion ele comenta: “Não temos a pretensão de ser lançadores de moda, mas de fazer um evento de qualidade, com muito profissionalismo e de grandes resultados para as marcas participantes.”

São 25 marcas no line up: Boby Blues, Lezalez, Katoomba, Dimy, Gata Bakana, Puramania, Retook, Colcci,Von Dutch (o primeiro desfile da grife no Brasil), Triton, TNG, DTA, N'Luzzi, Marrocana, Kargo, Beagle, Ninevi AltaCostura, Renner, Damyller, Carlota Costa, Mormaii, Carmurana, Redley e Lilica Ripilica & Tigor T Tigre. Mais de 550 pessoas estão envolvidas na produção do evento e estima-se que, mais de 15 mil pessoas passem por lá até o dia 15.





(Malvino Salvador desfila para Ecko e Chistine Fernandes para Anita Voss - fotos divulgação)

Confira todo o evento no site oficial:
http://www.clicrbs.com.br/especiais/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&espid=36&section=Home
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Novas semanas de Moda, será que dá? O expert em Moda Marco Sabino comenta:


Depois da Káthia Castilho mandar e-mail para o blog, foi outra grata satisfação receber o comentário doMarco Sabino por e-mail (ele foi o pai dos blogs de Moda no Brasil, lenda viva da moda nacional - com acessórios incríveis, e autor do "tem-que-ter" Dicionário de Moda. Então aqui vai o coment:


"No passado, as "semanas de moda" já existiam. Não eram chamadas "fashion weeks", mas já existiam. E funcionavam. Afinal, as engrenagens da moda tinham de rodar. E a cena de moda nacional não começou nem com a Eloísa nem com o Paulo, e nem com nenhum organizador como eles. Começou com a vontade de pessoas querendo fazer moda e, lógico, fazer comércio, vender, ganhar dinheiro. A atual epidemia das fashion weeks e afins estão ligados ao consumo desenfreado que se instalou nos últimos tempos e à famigerada era das celebridades. Tudo é demasiado atualmente. Excessivo. Cansativo. Mas, sem dúvida alguma, quem melhor se dá bem com estas semanas, são os organizadores e não os estilistas, que muitas vezes só aparecem uma vez ou pulam várias edições. Nas fashion weeks rolam altos patrocínios, sinônimo de boa grana, e isso nenhum organizador quer perder, é claro!"


Vale lembrar o grupo Moda Rio nos anos 70, O Grupo Paulista de Moda (depois), o Grupo Mineiro e claro, os desfiles que rodavam o Brasil e o mundo, da Rhodia, organizados por Lívio Rangan (que inventou o jeito Brasileiro do Fashion Show).


Pra quem quiser dar uma passadinha no blog do Marco: http://www.marcosabino.com/
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Um é pouco, dois é bom. Três é demais? E quatro? (Crítica)




Novas semanas de moda querem conquistar espaço no mercado. Será que dá?


O Dream Fashion Tour, projeto que mixa moda, concurso de modelos, música e celebridades, começou na última semana em Porto Alegre. A idéia de colocar tudo no mesmo liquidificador é realizado pela Mega Model. O modelo se parece muito com o formato do Fashion Rocks, que a Eloísa Simão (Organizadora do Fashion Rio) já realiza com o Oi Fashion Tour, em quatro capitais brasileiras: Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.

O evento que bate de frente com o formato da Eloísa, também é itinerante e junta em uma só estrutura shows de nomes da música pop nacional, presença de famosos e de estilistas, e desfile – da lingerie da Forum. As cidades por onde passará Florianópolis (08.03), Curitiba (15.03), Belo Horizonte (29.03), Brasília (05.04), Cuiabá (12.04), Salvador (26.04), Recife (03.05), Fortaleza (17.05), Ribeirão Preto (24.05), Rio de Janeiro (07.06) e São Paulo (14.06).

Porém, o anúncio de novas plataformas de lançamento não param por aí. O Midas da publicidade, Nizan Guanaes, já revelou, em off, um projeto de criar uma semana de “alto-verão” focada no mercado internacional. O próprio Paulo Borges, anunciou, tentou, mais ainda não conseguiu, levar sua semana alto-verão para o Rio, território da Eloisa Simão.

No meio de tanta briga por espaço no mercado, ainda correm por fora a Bafafá (Brasília Fashion Festival), O Curitiba Fashion Art, o Dragão Fashion (Fortaleza – CE) que já têm uma identidade local forte e consegue projetar talentos.

A pergunta recorrente é, será que tem espaço para todo mundo? Penso que os questionamentos deveriam ser outros: como os eventos podem descobrir talentos fora do eixo Rio-São Paulo? Como fortalecer a imagem criativa dos estilistas brasileiros? Como os eventos que já tem nome podem se reinventar no mercado? O que elas podem fazer diferente?

No mercado capitalista, a lei da oferta e procura faz nascer à concorrência, a qualidade e os nichos de mercado que cada um pode se inserir se tiver talento. Uma coisa é certa, o mercado não é mais o mesmo, nem as semanas de moda precisam ser...mas cadê aquele passo adiante?


Na foto, celebridades no lançamento do Dream Fashion Tour.
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Monarquia à brasileira (nota)


Como seria a vida da família real brasileira se ela ainda estivesse no trono? Se depender de uma de seus herdeiros seria fashion. Sempre antenada no universo da moda, a princesa brasileira Paola de Orleans e Bragança – oitava geração da família de D. João VI – é a modelo do ensaio de moda com vestidos longos da revista TAM Nas Nuvens, publicação de bordo da companhia aérea, de março.

No editorial, Paola vestiu modelos das grifes Carlos Miele, Samuel Cirnansk, Lino Villaventura, Rogério Figueiredo e Santa Ephigênia. Para dar um ar de nobreza, a locação escolhida foi o jardim centenário do Museu do Ipiranga, em São Paulo.

A publicação traz um extenso perfil da modelo de sangue azul e algumas informações curiosas reveladas pela princesa: ela adora visitar as galerias de arte da capital paulista, como a Tomie Ohtake, e no final do ano se forma em design de jóias em uma universidade. Para conferir tudo basta estar em uma das linhas aéreas da companhia.
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